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Postagens

O destruidor das espécies

No ponto de encontro entre duas paredes e o teto do box do meu banheiro tinha uma teia com uma aranha de um tamanho considerável e patas, que para meus estúpidos olhos humanos amedrontados pareciam gigantes, não gosto de aranhas, principalmente quando elas estão com um tamanho considerável. Mas o que mais importa é que a aranha ainda vivia naquele cantinho quando uma mosca idiota, com seu vôo idiota acabou grudada naquela armadilha cruel preparada para que a aranha pudesse alimentar-se e, conseqüentemente, crescer. Não saberia definir qual era a mais nojenta, a inconveniente da mosca suja que cai nos nossos copos de Coca-Cola em qualquer pracinha que se sente para fumar um cigarro ou passar o tempo ou fazer sabe o que mais as pessoas fazem em pracinhas com um copo de Coca-Cola; ou a nojenta da aranha que só pelo número de patas já dá arrepios. E lá estava a besta da mosca debatendo-se e grudando-se cada vez mais naquela teia, não tardou e veio a aranha com toda aquela imponência e ta...

Morte

Depois que eles sairam, dei play em "How to disappear completely" do Radiohead, porque essa é a musica que eu imagino que estaria ouvindo no leito de morte. Sentia que ia morrer, essa dor de cabeca que não passa deve ser uma espécie de presságio. Até honroso morrer pela cabeca, enlouquecer, pelomenos não seria atropelamento ou bala perdida. Os doutores diriam "o cérebro dele esgotou-se" ou "não suportou tanto pensamento". Poderiam dizer que morri de pensar, isso seria uma honra. Pena que eu seja uma pessoa importante somente para uma meia duzia, que incluem meus pais, meu namorado e meu melhor amigo. Mas todo esse pensamento me tomou a cabeca, senti que aquele cigarro não seria um cigarro qualquer, seria o último deles. Olhei pro copo que estava vazio, corri para enchê-lo e beber, não qualquer copo, mas o último copo daquele veneno preto delicioso. Assim que entrei na cozinha Beladonna saltou para a janela onde mora uma lagartixa, lembrei que o Fred disse ...

Como pratos rodopiando

O tempo? Ele corre contra mim. As contas chegando e o um terço do meu salário no bolso de algum sem vergonha. Terço, eu devia rezar um terço, mas pra que rezar? Deus não existe e se existisse já estaria muito ocupado com a África ou sei la que países mais pobres existem. Eu vivo nessa cela, nessa jaula, eu sou um empregado, subordinado, escravo do poder alheio. Fico exposto numa vitrine aqui perto de casa, aguardando você ir lá e abusar de mim. Aquele outro mundo chamado Barra da Tijuca, aqueles seres que me envergonha pertencer a mesma raça. Quem dera eu podesse romper as barreiras da minha mente, usufruir de toda essa ira e descontar tudo isso naqueles cabeças-de-plástico, mal educados e arrogantes. Pessoas que não deviam existir. Eu sou uma reação química destruidora causada pela sociedade, a bomba atômica que explode na tua cabeça. Sempre atrasado pro trabalho e chegando depois da hora, o despertador toca oito horas da manhã e mesmo que eu chegue em casa no meio da noite ele não me...

Guten Tag!

O mundo não acabou, o Anti-Cristo não morreu ao contrario do opositor... Pena que tem gente que ainda lamenta um túmulo de mais de dois mil anos. Pena que toda a historinha criada sobre a vida do falecido prejudica até hoje em dia a minha e a vida de todos. Um tempo de silêncio que pode virar um esporro ou até um som ambiente, mas basta de silêncio. Auf Wiedersehen!

Cinza

Juan não agüentava ver as ruas da linda Paris tão cinzas. "Somente os apaixonados conseguem ver as belas cores", ouvia a voz dentro de sua cabeça que ele se preocupava em anotar tudo que ela dizia. Juan passava algumas horas do seu dia analisando o Moulin Rouge para tentar enxergar um leve tom do lindo vermelho, mas tudo que via era cinza, nem o verde daquele gramado na frente da Torre. É claro que foi ao médico assim que notou essa alteração em sua visão. Não, Juan não notou no primeiro dia e sim após um mês. Estava muito ocupado tentando escrever poemas românticos. Por esse exato motivo se mudara para a 'cidade dos apaixonados'. O médico disse que ele não tinha problema algum na visão e sim no coração, pois todos sabiam muito bem que Juan estava vivendo sozinho a muito tempo. Mas o adorável Juan simplesmente não mais sentia vontade de ter alguém. É verdade que ele tentara com Paola na infância, depois com Brian na juventude e por fim Sophie com quem se casou, mas ja...

Joelho

Eu: me dá o mais amassadinho, mais fininho porque, sabe como é, a massa de vocês deve ter mudado porque ta muito massudo ultimamente. Dono da lanchonete: é... Talvez tenha acontecido alguma mudança, mas vou avisar e eles alterarão-na... Obrigado pela observação! Eu: Denada. Dias depois voltei lá pra comprar outro joelho. Eu: Nossa! Voltou pra antiga receita? Dono da lanchonete: mais é claro! Sua observação foi de suma importância, os lucros estão aumentando. Eu: Que bom. Aí peguei a embalagem pra viagem (como sempre) e fui pra loja. Notei que o joelho estava realmente com a massa mais leve, mais porque estava quente... o da semana passada estava frio...

Culpa

Não mais veria a luz. Mas só por culpa da maldita faca. Tinha uma faca no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma faca. Mas de nada adianta lamentar-se, o sangue já foi derramado, o culpado não tem culpa, mas é verdade que foi ele mesmo que cometeu o crime. Talvez não deva dizer que cometeu um crime, ele só seguiu o coração ou instinto. Mas crime mesmo não, definitivamente não. A sociedade discrimina qualquer ser que tenha feito algum crime. Perdoem-lhes, eles não sabem o que fazem. Quem pode dizer que não cometeria o mesmo crime? É aquele tipo de coisa que só vivendo. Eles dizem que jamais matariam, exceto se fizessem algo grave com seus filhos ou alguém muito querido, ou seja, eles matariam sim. Talvez não se formos considerar a fraqueza no coração humano. Mais o importante é que ele não mais veria a luz. A luz que refletida nos longos cabelos dela deixavam seus olhos ardendo, o sol que queimava a pele branca aveludada ou cremosa talvez, a luz que ele diminuía quando ela o cham...

O informante

Pela primeira vez na vida ela recusara um belo pau em sua frente, pronto para ser chupado. Bem no meio de tanta gente num ônibus lotado, no caminho pra casa. Todos se espantaram com a recusa da menina e a olharam torto. Mas a verdade era que Mirian tava muito concentrada num livro que não tirava da cara. O primeiro que lera na vida. Desceu do ônibus no seu ponto e foi direto e as pressas pra casa, mas no caminho de casa encontrou um vizinho que ela precisava falar um assunto rápido. Disse a ele que estava adorando o livro. E o disse com os olhos brilhando. Ele logo tratou de pôr a mão na buceta de Mirian, mas ela esquivou e se foi. Deixando o pobre rapaz de pau duro para trás. Entrando em casa, ela se fecha e se sente melhor. Volta a folhear as páginas do livro que nem ela entendia porque tanto interesse, já que nunca havia lido outro. Adormeceu e acordou assustada jogando tudo para o ar, um copo d'água é derramado em cima do livro aberto. Mirian ainda descoordenada de sono, pisa e...

Recomeçar

Retornando ao trilho do trem, maquinando o futuro, sigo nu, ainda ao teu lado. Só você pode me ferir, só você pode me ferir mais uma vez. E o coração? Arranca-se do peito, pelo menos por algumas horas ou dias, mas seria simplesmente insuportável sentir o coração bater frio, bombeando o gélido sangue que me sufoca. Mas você não está só no meu coração despedaçado, está no meu corpo, na minha mente, nos meus olhos eternamente... E com esse nosso amor podemos colar pecinha por pecinha desse bombeador de sangue. O único problema é que se não for bem remendado ele pode descolar, e uma mesma pessoa não cola um vazo de porcelana duas vezes. Eu sou assim, forte como os portões de Mordor e frágil como um caro vazo chinês. Não sou difícil, só sou eternamente amante da verdade e repugnante à mentiras e omissões. E a maior verdade é que as pessoas precisam da mentira, começa por Deus, onde termina? Vamos para frente, sem olhar muito para trás, juntos com esse nosso caloroso e suave amor.

Uma história de amor

Quando seus olhos bateram naquela exuberante beleza a sua frente o tempo parou e ele teve a certeza de que havia avistado o paraíso. Só voltou a si quando a tristeza dos olhos daquela mulher encontraram os seus, em poucos segundos interpretou tudo que estava acontecendo e pôs-se a frente dela para defende-la ‘Que atire a primeira pedra o que não tem pecados!’ O silêncio pairou por alguns segundos e só foi cessado pelo barulho dos pés daquelas mesmas pessoas que gritavam indo embora. Ele abraçou ternamente aquela frágil e chorosa mulher que se encontrava em seus braços e pôs-se a chorar diante daquela figura esplendorosa. Poucos segundos depois seus olhos se encontraram e o coração pulsou mais forte, os dois disseram seus respectivos nomes ao mesmo tempo, nosso rapaz tornou a dizer seu nome com entusiasmo para a bela moça ‘Jesus, de Nazaré!’ e ela o disse logo em seguida, com os olhos brilhando em lágrimas de felicidade, seu nome tão docemente ‘Maria Madalena...’. Ele entendeu que talve...

Eles dizem que eu sou louco...

Uns dizem que têm essa opinião por eu não acreditar em Deus, nem em céu ou inferno, outros dizem que é por eu dizer que certamente me jogaria do alto de um prédio bem alto se viesse a ficar surdo, ou se tivesse qualquer uma doença muito séria. Mas tem quem diga que eu sou louco por achar que o amor e o sexo são tão uníssonos quanto uma batata e uma cadeira, ou talvez por eu sentir ciúmes duma sombra às vezes e só gostar de beijar meninos. Ou até por eu, ás vezes, querer cumprimentar pessoas nas ruas, mesmo as que eu não conheço. Dizem que a culpa da minha loucura vem dos livros do Sade, do Voltaire, do Tolkien, do Nietzsche ou de sei lá mais de quem. Das músicas da Björk ou dos vocais do Iggy Pop e dos Rapture, sem contar os eruditos e o povo do Jazz. Os mais doidos ainda dizem que é culpa dos filmes do Kubrik, do Ozon, do Bertolucci ou de “todos esses outros filmes que você vê e ninguém conhece o nome”, ou até por eu acreditar que ainda vou ser um escritor e roteirista de sucesso. Tem...

Sambando na arte

Primeiro post de fevereiro não poderia ser diferente, ta certo que o carnaval é uma chatice como todo o seu samba repetitivo tocando em cada esquina da cidade, os engarrafamentos por causa das festas de rua, sem contar o ânimo dos meliantes das ruas que adoram assaltar nessa época festiva e alegre do ano. Mas não podemos deixar de dar um crédito aos desfiles de escolas de samba que, cada vez mais, tem uma importância, não só econômica e turística para nosso país, mas também cultural e artística. Não só para enfeitar a cidade as escolas desfilam na avenida, os protestos cheios de ironia e humor negro estão crescendo na Sapucaí. Carros alegóricos censurados são a maior prova de que a arte dos carnavalescos também pode incomodar, o próprio samba já não tem mais o mesmo valor num desfile, são milhões gastos por ano, ensaio para performances e sabe-se lá mais quanta seriedade no assunto. A tecnologia vem vencendo o academicismo sem fugirem da tradicionalidade cultural da festa. Joãozinho Tr...

As frias gotas de chuva estalando e respingando pelo chão ao meu redor, esse vento frio que arrepia minha pele, o som do mar revolto tão perto de mim, o mar que quer me levar e me afogar em pensamentos. Sua boca quente que não está aqui para me aquecer, seus braços que não estão aqui para me proteger das agulhadas do vento e o seu coração que não está aqui para me alegrar. A chuva continua a cair, o vento a soprar, o mar a me levar e você a se distanciar. Nenhum marinheiro virá em minha busca, nem a baleia virá me engolir para me aquecer em seu ventre. Mas logo os enormes tubarões virão ferozes e despedaçarão meu coração despedaçado, não mais quero viver, pois não tenho você. Agora somente a triste melodia dos anjos solitários desse inferno nefasto me consolarão e sozinho vou lembrar do tempo em que eu costumava sorrir tocando a suave brancura da sua pele, mas para que sorrir se meu sorriso já não mais te alegra? Prefiro as lágrimas que acariciam e lavam meu rosto desfigurado para todo...

Plágio?

Rain-clouds above me with thunders and gales Deep ocean wavering take care of the wales Climb every mountain to see nice streams These are a few of my favorite things Big white teeth shining your amazing smile Blueprint and music walking any mile Come to a fly I'll give you my wings These are a few of my favorite things When we have fights When we don't sings When i'm feeling sad I simply remember my favorite things and then i don't feel so bad

Querido Tom,

O que se passa com o meu amado? Tens estado tão bem nos últimos meses, sempre a enviar-me cartas tão lindas e alegres, agora tens me enviado papéis em branco, pois não me importa se vossos filhos trazem a ti tanto desgosto. Os filhos que deveriam ser meus, tanto amor tenho para ti e para os filhos que prometeste a mim quando tocou minha mão pela primeira vez... Aqueles tempos que não voltarão, quando eu podia sonhar em ser a tua mulher... Mas por um deslize meu acabei por destruir nossas vidas, não deveria ter deixado meu amado ficar num porto diferente do meu, mas meu deslumbramento pela a Europa era forte demais para uma criança reverter. Voltando ao meu porto encontro toda a minha desgraça, tu estavas a desposar Ofélia, pois a tinha engravidado e fostes obrigado. Aceito toda minha culpa e sei q tu sempre me destes a atenção precisada... Nos dias de hoje, trata-me como uma simples amiga e não quero lhe servir de amiga, quero ser tua eterna amante! Mas nem isso tens me permitido.....

Luxúria

Nada é de todo mal... Até o verão tem suas qualidades que obviamente não é o excessivo calor do sol, mas sim as pessoas em si. Tudo bem que o inverno é muito mais elegante, porém, não se compara aos corpos sem camisa, bronzeados e suados dos cariocas (e você não precisa ir para praia para ver). Pode-se dizer que o verão é a estação do tesão, solteiros ou não, nossos olhos sempre mais atentos ao calor alheio, nada romântico, apenas a sensibilidade aflorada... Já que não podemos fugir do calor infernal aproveitamos as tentações que o demônio oferece! Por que não aproveitarmos o prazer da carne? Porque alguns homens escreveram num livro grande que não se deve entregar ao 'pecado'? Bem, eles usufruíram muito bem de todo esse 'pecado' que os mesmos definiram como o tal. Nosso corpo é cheio de sensações e sentidos, e todos eles estão em nosso corpo para serem usados, e por que recusar ter boas sensações? Sejam elas quais forem, seu corpo é seu e de mais ninguém... Viva o tesã...

O Paraíso

Notei a brancura da tua pele no meio de toda aquela escuridão, todas aquelas curvas deixaram-me num estado de desconhecimento próprio, você tocou a minha pele e um frio tomou conta de todo o meu corpo. Nossos lábios se encontraram, nossas línguas se enroscaram, nossas mãos se perderam por tantos caminhos que queriam percorrer no mesmo momento. Diante de toda a escuridão sua luz envolve e protege dos demônios que nos rodeiam, demônios esses que provaram o gosto da tua pele. Minha boca encontra o sabor delicioso do seu suor, minha língua abandona a sua para começar a percorrer seu pescoço e descendo encontro a montanhesa do seu peito e a maciez do seu mamilo rosado, já consigo sentir a grama verde e aveludada do paraíso sob meus pés. Abaixo do seu umbigo encontro a fonte de tanto prazer e envolvo-a com minha boca o máximo que posso, como se aquilo pudesse purificar minha alma... Volto a sentir o sabor do seu beijo molhado e suas mãos já procuram o caminho certo de introduzir-me seu praze...

Pão nosso de cada dia

Por toda a minha vida eu vou te carregar dentro de mim, não que eu queira, mas sei que nos momentos que menos esperar você vai estar lá. Mesmo que eu te esqueça por algum tempo você não vai embora... E isso me faz ter vontade de me ferir, ferir todo o meu corpo só pra ver se assim, quem sabe, um pedacinho seu se vai. Não dá para pensar no futuro sem esse preenchimento que me toma como a minha alma, talvez até seja ela, a única certeza do futuro é de que vou morrer e comigo você também vai. Mas não quero morrer, eu gosto de viver, existem muitos livros que não li, CDs que não ouvi, corpos que não provei, amores que não amei, quadros e paisagens que não vi com meus próprios olhos lacrimejando por tanta beleza contrastada a toda essa escuridão que você faz dentro de mim. Quando me corto eu só vejo o sangue escuro das minhas veias, queria ver um facho de luz saindo, mas é só o sangue. Talvez por isso que não gosto do sol, pois ele gera a luz que eu deveria gerar e na escuridão eu talvez il...

Uma máquina extraordinária

Existem questões na vida que nunca serão respondidas, assim como um cego de nascimento nunca saberá o que é a luz, nós nunca saberemos o que é a alma, nem se ela realmente existe. Depois de morrer duas vezes descobri que não existe vida após a morte, pois nada ví, nem senti nos meus momentos de cova. E se a alma existe, eu não tenho. A alma pertencia a todos em comum até o orgulho dos homens definir que somente a temos e os outros seres vivos não. Mas se Deus deu aos animais os mesmos órgãos e sentimentos que nós, se eles conseguem construir, organizar e comunicarem-se por que não têm alma como nós? Seriam eles de uma natureza diferente? Criados por um outro Deus? As plantas, quando cortadas, crescem novamente, teriam elas mais alma que nós? Não acho possível, logo isso não passa de uma prova que Deus quis nos dar do seu imenso poder. Ou se esses seres não são dotados da mesma capacidade dos homens de pensar eles têm uma alma inferior a nossa, pois pensar é a essência de sua alma inexi...

O cachimbo

Voltando daquela lanchonete tipicamente suburbana, onde só um suburbano trabalharia, vejo a velha do 302 do outro lado da calçada, cheia de bolsas de um supermercado suburbano, onde só uma velha suburbana faria suas compras. Atravesso correndo e pergunto se ela quer ajuda e com toda aquela lentidão e simpatia ela diz um 'Sim, obrigada' acompanhado de um sorrisinho simpático pelo canto da boca que faz mostrar todas as rugas da idade e do peso da solidão. Nunca vi visita alguma entrar naquela casa a única companhia que tem é o som alto da minha casa. Caminhamos e ela fala sobre o carrinho de compras que quebrou, depois comentando o quanto as bolsas estavam pesadas e finalmente ela sugere que peguemos um táxi o que eu aceitei com um sorriso aliviado de não ter que entrar no maldito ônibus suburbano, onde só suburbanos andariam. Um sentimento de culpa incomum me envolve quando ela pede para que o motorista abaixe o som que a incomodava 'Desculpa pelo som alto de vez em q...