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Eles dizem que eu sou louco...

Uns dizem que têm essa opinião por eu não acreditar em Deus, nem em céu ou inferno, outros dizem que é por eu dizer que certamente me jogaria do alto de um prédio bem alto se viesse a ficar surdo, ou se tivesse qualquer uma doença muito séria. Mas tem quem diga que eu sou louco por achar que o amor e o sexo são tão uníssonos quanto uma batata e uma cadeira, ou talvez por eu sentir ciúmes duma sombra às vezes e só gostar de beijar meninos. Ou até por eu, ás vezes, querer cumprimentar pessoas nas ruas, mesmo as que eu não conheço.

Dizem que a culpa da minha loucura vem dos livros do Sade, do Voltaire, do Tolkien, do Nietzsche ou de sei lá mais de quem. Das músicas da Björk ou dos vocais do Iggy Pop e dos Rapture, sem contar os eruditos e o povo do Jazz. Os mais doidos ainda dizem que é culpa dos filmes do Kubrik, do Ozon, do Bertolucci ou de “todos esses outros filmes que você vê e ninguém conhece o nome”, ou até por eu acreditar que ainda vou ser um escritor e roteirista de sucesso.

Tem gente dizendo que é loucura eu achar que os egípcios foram uma espécie de elfos, mais coloridos, que se extinguiram por serem muito póstumos ao mundo da época. Ou por eu achar que viemos dos macacos e que não estamos sozinhos nesse imenso universo, julgam-me por amar ir a plutão e pensar que aquela mesma Björk veio de lá. Talvez por eu preferir cachoeira à praia ou chuva ao sol. Quanta gente louca nesse mundo... Há quem pense que sou louco até por pensar em você o tempo todo!

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