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As frias gotas de chuva estalando e respingando pelo chão ao meu redor, esse vento frio que arrepia minha pele, o som do mar revolto tão perto de mim, o mar que quer me levar e me afogar em pensamentos. Sua boca quente que não está aqui para me aquecer, seus braços que não estão aqui para me proteger das agulhadas do vento e o seu coração que não está aqui para me alegrar.

A chuva continua a cair, o vento a soprar, o mar a me levar e você a se distanciar. Nenhum marinheiro virá em minha busca, nem a baleia virá me engolir para me aquecer em seu ventre. Mas logo os enormes tubarões virão ferozes e despedaçarão meu coração despedaçado, não mais quero viver, pois não tenho você.

Agora somente a triste melodia dos anjos solitários desse inferno nefasto me consolarão e sozinho vou lembrar do tempo em que eu costumava sorrir tocando a suave brancura da sua pele, mas para que sorrir se meu sorriso já não mais te alegra? Prefiro as lágrimas que acariciam e lavam meu rosto desfigurado para todo sempre. O Calor é frio de tão quente, a escuridão é como a luz do sol em meus olhos de tão escura. Estou nu, com todas as minhas lágrimas e com a triste melodia dos anjos solitários desse inferno nefasto, mas sozinho, sem você.

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