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Querido Tom,

O que se passa com o meu amado? Tens estado tão bem nos últimos meses, sempre a enviar-me cartas tão lindas e alegres, agora tens me enviado papéis em branco, pois não me importa se vossos filhos trazem a ti tanto desgosto. Os filhos que deveriam ser meus, tanto amor tenho para ti e para os filhos que prometeste a mim quando tocou minha mão pela primeira vez... Aqueles tempos que não voltarão, quando eu podia sonhar em ser a tua mulher... Mas por um deslize meu acabei por destruir nossas vidas, não deveria ter deixado meu amado ficar num porto diferente do meu, mas meu deslumbramento pela a Europa era forte demais para uma criança reverter. Voltando ao meu porto encontro toda a minha desgraça, tu estavas a desposar Ofélia, pois a tinha engravidado e fostes obrigado. Aceito toda minha culpa e sei q tu sempre me destes a atenção precisada... Nos dias de hoje, trata-me como uma simples amiga e não quero lhe servir de amiga, quero ser tua eterna amante! Mas nem isso tens me permitido... Por isso partirei para onde não me encontrarás jamais, aDeus...



Com eterno amor...
...sua Branca!
19/10/1984

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