Juan não agüentava ver as ruas da linda Paris tão cinzas. "Somente os apaixonados conseguem ver as belas cores", ouvia a voz dentro de sua cabeça que ele se preocupava em anotar tudo que ela dizia. Juan passava algumas horas do seu dia analisando o Moulin Rouge para tentar enxergar um leve tom do lindo vermelho, mas tudo que via era cinza, nem o verde daquele gramado na frente da Torre.
É claro que foi ao médico assim que notou essa alteração em sua visão. Não, Juan não notou no primeiro dia e sim após um mês. Estava muito ocupado tentando escrever poemas românticos. Por esse exato motivo se mudara para a 'cidade dos apaixonados'. O médico disse que ele não tinha problema algum na visão e sim no coração, pois todos sabiam muito bem que Juan estava vivendo sozinho a muito tempo.
Mas o adorável Juan simplesmente não mais sentia vontade de ter alguém. É verdade que ele tentara com Paola na infância, depois com Brian na juventude e por fim Sophie com quem se casou, mas jamais quis filhos. Pensava se esse talvez fosse o motivo pelo qual ela o abandonara dezenove meses e três dias atrás. Dias contados com uma frieza estranha, no início, até as horas o coitado acompanhava.
Depois do término do casamento de dezenove dias depois da lua-de-mel no Brasil, um país que incomodaria Juan por tanta desorganização, mas ele estava apaixonado. E quando ele está apaixonado acharia beleza até numa merda de cachorro no meio da Avenida Atlântica. Mas a verdade é que ele não suportava estar assim, sentia-se um idiota, sem parâmetros, sem gosto, sem rumo.
A verdade é que depois que saiu do médico naquele dia de sol quente, Juan pensou na vida e quando chegou em seu apartamento fez as malas e, como de costume, foi embora de Paris sem despedir-se de ninguém. Não que fizesse por mal, mas simplesmente detestava despedidas. Mudou-se para o sul da Escócia e voltou a ver todos os verdes, vermelhos, amarelos e azuis que se era possível ver. Juan notou que o problema não era seu coração e sim as cidades. As cores das cidades só são vistas pelos que chegaram agora, depois é tudo cinza.
É claro que foi ao médico assim que notou essa alteração em sua visão. Não, Juan não notou no primeiro dia e sim após um mês. Estava muito ocupado tentando escrever poemas românticos. Por esse exato motivo se mudara para a 'cidade dos apaixonados'. O médico disse que ele não tinha problema algum na visão e sim no coração, pois todos sabiam muito bem que Juan estava vivendo sozinho a muito tempo.
Mas o adorável Juan simplesmente não mais sentia vontade de ter alguém. É verdade que ele tentara com Paola na infância, depois com Brian na juventude e por fim Sophie com quem se casou, mas jamais quis filhos. Pensava se esse talvez fosse o motivo pelo qual ela o abandonara dezenove meses e três dias atrás. Dias contados com uma frieza estranha, no início, até as horas o coitado acompanhava.
Depois do término do casamento de dezenove dias depois da lua-de-mel no Brasil, um país que incomodaria Juan por tanta desorganização, mas ele estava apaixonado. E quando ele está apaixonado acharia beleza até numa merda de cachorro no meio da Avenida Atlântica. Mas a verdade é que ele não suportava estar assim, sentia-se um idiota, sem parâmetros, sem gosto, sem rumo.
A verdade é que depois que saiu do médico naquele dia de sol quente, Juan pensou na vida e quando chegou em seu apartamento fez as malas e, como de costume, foi embora de Paris sem despedir-se de ninguém. Não que fizesse por mal, mas simplesmente detestava despedidas. Mudou-se para o sul da Escócia e voltou a ver todos os verdes, vermelhos, amarelos e azuis que se era possível ver. Juan notou que o problema não era seu coração e sim as cidades. As cores das cidades só são vistas pelos que chegaram agora, depois é tudo cinza.
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