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Mostrando postagens de fevereiro, 2008

Uma história de amor

Quando seus olhos bateram naquela exuberante beleza a sua frente o tempo parou e ele teve a certeza de que havia avistado o paraíso. Só voltou a si quando a tristeza dos olhos daquela mulher encontraram os seus, em poucos segundos interpretou tudo que estava acontecendo e pôs-se a frente dela para defende-la ‘Que atire a primeira pedra o que não tem pecados!’ O silêncio pairou por alguns segundos e só foi cessado pelo barulho dos pés daquelas mesmas pessoas que gritavam indo embora. Ele abraçou ternamente aquela frágil e chorosa mulher que se encontrava em seus braços e pôs-se a chorar diante daquela figura esplendorosa. Poucos segundos depois seus olhos se encontraram e o coração pulsou mais forte, os dois disseram seus respectivos nomes ao mesmo tempo, nosso rapaz tornou a dizer seu nome com entusiasmo para a bela moça ‘Jesus, de Nazaré!’ e ela o disse logo em seguida, com os olhos brilhando em lágrimas de felicidade, seu nome tão docemente ‘Maria Madalena...’. Ele entendeu que talve...

Eles dizem que eu sou louco...

Uns dizem que têm essa opinião por eu não acreditar em Deus, nem em céu ou inferno, outros dizem que é por eu dizer que certamente me jogaria do alto de um prédio bem alto se viesse a ficar surdo, ou se tivesse qualquer uma doença muito séria. Mas tem quem diga que eu sou louco por achar que o amor e o sexo são tão uníssonos quanto uma batata e uma cadeira, ou talvez por eu sentir ciúmes duma sombra às vezes e só gostar de beijar meninos. Ou até por eu, ás vezes, querer cumprimentar pessoas nas ruas, mesmo as que eu não conheço. Dizem que a culpa da minha loucura vem dos livros do Sade, do Voltaire, do Tolkien, do Nietzsche ou de sei lá mais de quem. Das músicas da Björk ou dos vocais do Iggy Pop e dos Rapture, sem contar os eruditos e o povo do Jazz. Os mais doidos ainda dizem que é culpa dos filmes do Kubrik, do Ozon, do Bertolucci ou de “todos esses outros filmes que você vê e ninguém conhece o nome”, ou até por eu acreditar que ainda vou ser um escritor e roteirista de sucesso. Tem...

Sambando na arte

Primeiro post de fevereiro não poderia ser diferente, ta certo que o carnaval é uma chatice como todo o seu samba repetitivo tocando em cada esquina da cidade, os engarrafamentos por causa das festas de rua, sem contar o ânimo dos meliantes das ruas que adoram assaltar nessa época festiva e alegre do ano. Mas não podemos deixar de dar um crédito aos desfiles de escolas de samba que, cada vez mais, tem uma importância, não só econômica e turística para nosso país, mas também cultural e artística. Não só para enfeitar a cidade as escolas desfilam na avenida, os protestos cheios de ironia e humor negro estão crescendo na Sapucaí. Carros alegóricos censurados são a maior prova de que a arte dos carnavalescos também pode incomodar, o próprio samba já não tem mais o mesmo valor num desfile, são milhões gastos por ano, ensaio para performances e sabe-se lá mais quanta seriedade no assunto. A tecnologia vem vencendo o academicismo sem fugirem da tradicionalidade cultural da festa. Joãozinho Tr...